quarta-feira, 21 de maio de 2008

Paris !

          Conhecer e Viver Paris é uma experiência inexplicável....

              




Se você estiver em Paris à noite, especialmente durante o Natal e o Ano Novo, não será difícil entender o motivo da expressão "cidade luz". A iluminação enche os olhos de todos que por lá passam. Mas não é só a luminosidade que é abundante na cidade. A arquitetura exala beleza e a programação cultural é intensa. Veja ao lado dicas de museus e informações sobre os principais pontos turísticos da cidade.

             
O ideal seria percorrer Paris a pé para não perder absolutamente nada. Mas isso não é possível. Então, escolha roteiros que você possa cumprir. Visite a Torre Eiffel e os jardins e espelhos d¿água do Trocadeiro, na Île de la Cite vá até a catedral de Notre Dame, imperdível, e desça até a cripta onde estão as primeiras pedras de Paris, que remetem ao Império Romano. Depois, siga até a Sainte Chapelle, no Palais de Justice, uma linda capela transformada em museu.

A Bastilha, onde ficava a prisão política do império francês, vale uma visita. A queda da Bastilha, ocorrida dia 14 de Julho de 1789, é o principal feriado francês. Já o Cemitério do Père Lachaise é, possivelmente, o mais importante do mundo. Nele, estão os túmulos de Jim Morrison, Balzac, Molière, Proust, Oscar Wilde, Irmãos Lumiére, La Fontaine, Chopin, Edith Piaf, Allan Kardec, Sarah Bernhardt e muitos outros. O local é visitado por turistas e amantes de História, Artes e Arquitetura.

A Grand Bibliotèque de France é um lindo prédio de vidro, que teve sua construção muito criticada por deixar que a luz do sol estrague os livros. Um sistema de tapumes foi criado depois de sua inauguração para evitar a destruição das obras. O prédio vale uma visita.

O bairro Le Marais, que faz parte do patrimônio histórico da Unesco, era uma área boêmia de artistas e hoje abriga uma animada comunidade gay. Já o Quartier Latin, no lado direito do rio Sena, ainda reúne estudantes e intelectuais. Passear pelos bulevares Saint Michel e Saint Germain, cheios de bistrôs e cafés, é uma experiência agradabilíssima.

Ainda no Quartier Latin encontra-se a Sorbonne, uma das mais respeitadas universidades do mundo, e o Panthéon, construído na época de Luís XV como Igreja de Santa Genoveva e nacionalizado em 1791 como sepultura dos "Grandes Homens". O monumento abriga nomes como Napoleão, Voltaire, Rousseau, Victor Hugo, Émile Zola entre outros.

Já o bairro de Septième é o exato oposto, onde encontra-se a burguesia parisiense, consulados, a École Militaire, o Musée des Armées, onde está exposto o caixão de Napoleão, e a sede mundial da Unesco. Um local interessante, também com outra proposta, é La Defense, uma área futurística criada por multinacionais francesas onde está o moderno arco do triunfo, o Grand Arch de La Defense, e outras esculturas.

Antes de deixar Paris, pegue um trem e vá até Versailles, sede da corte francesa de Luís 15 e um dos palácios mais ricos do mundo. O local dá uma idéia do refinamento e do luxo da elite na França pré-revolucionária.
 
A gastronomia francesa

Juntamente com a cozinha italiana, a culinária francesa é uma das mais conhecidas e respeitadas em todo o mundo. Mesmo que você nunca tenha participado de um banquete francês, conhece a elegância e a sofisticação dos pratos criados no país.

Desde o século XVII, época em que a França já era uma das primeiras potências européias em riqueza e política externa, a nobreza começou a renovar os gostos, as práticas culinárias e modos à mesa com a ajuda de experientes cozinheiros. No século XIX, textos revelam que a Revolução Francesa não mudou muito a gastronomia. No final do mesmo século, uma nova clientela freqüentava esses restaurantes em busca do luxo que, até então, estava reservado às mesas dos ricos.

Mas o que foi exatamente esta revolução? A nobreza, imitando seu rei, Luís XIV, procurava distinguir-se do povo e das outras nobrezas européias. O desejo por refinamento provocou o abandono dos sabores herdados da cozinha da Idade Média.

Os cozinheiros reduziram o uso das especiarias, que já não eram consideradas produtos de luxo, pararam de misturar doce com salgado e deixaram o sabor agridoce de lado. Os chefs dos séculos XVII e XVIII privilegiaram o cozimento, preservando o sabor das carnes e estimulando o desenvolvimento de um abate de boa qualidade. Além disso, exigiam legumes frescos. Em outras palavras, a nova francesa privilegiava os sabores naturais e não os dos temperos.

A nobreza também refinou seus modos à mesa. No final do século XVII e no início do XVIII ocorre a individualização do serviço de mesa, com um conjunto de peças (como louças e talheres) para cada pessoa, o que representava uma ruptura com os hábitos medievais, quando as pessoas serviam-se com as mãos em pratos comuns.

Atualmente, os modismos estão bastante presentes na culinária atual. Alternam-se os valores consagrados com experiências regionais e a paixão por sabores exóticos. Resumindo, os franceses gostam de elaborar sua culinária, o que gera um rico repertório gastronômico.


Os vinhos da França

A chamada bebida dos deuses chega ao nível de arte no território francês. Ao longo dos séculos, houve a constante preocupação de aumentar a qualidade do vinho através de meios físicos (vinhedos com melhores uvas) e de novas técnicas de produção.

O período contemporâneo tem sido marcado, tanto na França quanto em outros países, por um interesse cada vez maior pelo vinho. Entre as causas, estão a melhora de sua qualidade e a comprovação de que uma taça de vinho por dia faz bem à saúde.

Os vinhos de mesa são os antigos "vinhos de consumo corrente " ou "vinhos comuns ", com grau alcoólico mínimo de 8,5% vol. Os vinhos tintos são os mais apreciados. Representavam apenas 43% da produção nacional em 1950 e hoje chegam a mais de 70%. A maior parte do mercado de vinho (80%) encontra-se na Europa. A França representa 25% das trocas comerciais. Na produção francesa, 35 milhões de garrafas são consumidas no país e 15 milhões são exportadas. Dois terços das exportações destinam-se aos países da União Européia. O outro terço é enviado para os Estados Unidos, o Canadá, o Japão e a Suíça.
 

Tudo para a sua viagem

Visto
Os brasileiros que desejam visitar a França só precisam do passaporte com validade de seis meses a contar da data do embarque. Para períodos superiores a três meses de permanência no país é necessário visto, bem como para viajar aos Departamentos e Territórios de Ultramar. Consulte sua agência de viagem ou organismos oficiais franceses no Brasil:

Embaixada da França:
Brasília - (0 xx 61) 312.9100

Consulados:
Recife - (0 xx 81) 3465.3290
Rio de Janeiro - (0 xx 21) 2210.1272
São Paulo (0 xx 11) 3371-5400

Menores de 18 anos viajando desacompanhados devem estar munidos de uma autorização para sair do país de origem assinada pelos pais.

Nenhuma vacina é exigida para quem viaja à França.

Documentos
Ao estar no território francês, tenha sempre consigo seus documentos. Eles poderão ser checados pela polícia nas ruas ou requisitados quando você estiver ao volante.

Dirigir no país requer carteira de habilitação (carteira de habilitação internacional para pessoas que não são originárias da Comunidade Européia).

Se você vier à França com um automóvel estrangeiro, poderá circular livremente durante 6 meses, desde que os documentos do veículo estejam em ordem e o seguro em dia.

Alfândega
A Comunidade Européia não limita o número de compras pessoais (exceto em se tratando de veículos novos ou compras por correspondência). No entanto, não é possível comprar mais de 800 unidades de cigarro, 90 litros de vinho ou 10 litros de bebidas de maior teor alcoólico, como uísques. Turistas não pertencentes à Comunidade Européia deverão declarar as mercadorias que levam à França além de terem que pagar as devidas taxas de importação sobre objetos cujo valor ultrapassem 175 ¿. Algumas mercadorias são proibidas ou submetidas à formalidades como, por exemplo, entorpecentes, armas, plantas, etc...

Viajantes que entrarem ou saírem da França com uma quantia em dinheiro superior a 7600 ¿ deverão fazer uma declaração na alfândega. O serviço aduaneiro em Paris atende pelo telefone +33 (0) 825 308 263 ou pelo site www.finances.gouv.fr/douanes.

Hospedagem
São várias as opções. Hotéis, residências turísticas, apartamentos e casas para alugar, albergues, hospedarias, pousadas, campings, quartos em casas de famílias e até castelos particulares com quartos para hóspedes. Existem cerca de 17,5 mil hotéis e pousadas na França classificados em cinco níveis indicados por estrelas

A maioria dos hotéis franceses cobra o café da manhã à parte. Mas se o objetivo for gastar pouco, a França conta com 9 mil campings classificados entre 0 e 4 estrelas, além de 2,3 mil fazendas que alugam espaço para campistas. O Guia Oficial de Camping está à venda em livrarias e bancas de jornal.

O acampamento selvagem é permitido desde que o proprietário da área autorize, mas é terminantemente proibido nas praias, na beira das estradas e nos locais classificados como patrimônio histórico.

Em cidades grandes como Paris é possível alugar apartamentos para curtas temporadas por meio de agências especializadas. Os Escritórios de Turismo ou as agências imobiliárias ajudam na busca.

Há também os flats, prédios de apartamentos mobiliados e equipados para locação e que dispõem de serviço hoteleiro. Mais detalhes podem ser obtidos no site do Sindicato Nacional de Residências de Turismo ( www.snrt.fr Os albergues da juventude conciliam preço baixo e conforto básico. O acesso a este tipo de acomodação é reservado para os associados de la Fédération Unie des Auberges de Jeunesse (FUAJ, filiado a rede Hostelling International). Os preços variam. Em Paris, o preço da noite sem o café da manhã vai de 7 euros à 12.20 euros e, com café da manhã incluído, a partir de 18.50 euros.

Seguros - nova regra para entrar na França
Estrangeiro que deseja entrar na França tem a obrigação de aderir a um seguro que cobre as despesas médicas e hospitalares, incluindo a ajuda social, resultante da assistência que ele poderia necessitar durante sua estada. O seguro é no valor de contrato de 30 mil euros.

O estrangeiro dispensado de visto de curta estada que for abordado pela polícia poderá ser expulso do território francês caso não apresente o atestado de seguro. Busque mais informações na embaixada ( www.france.org.br).

Taxa de estadia
Durante sua permanência em qualquer cidade francesa será cobrada uma taxa de estadia. Ela é fixada pela prefeitura de cada município e pode variar entre 0,15 a 1,07 ¿ por pessoa e por dia, dependendo do padrão do local onde você se hospedar. A tava é recolhida pelo proprietário do hotel ou agência imobiliária e estará incluída no preço da diária.

Dados Gerais da França
Clima: temperado e bastante agradável. São quatro as zonas climáticas do país. A oeste do eixo Bayonne-Lille, o clima oceânico e úmido garante verões bastante frescos. O clima semi-continetal tem invernos rigorosos e verões quentes na Alsácia, Lorena, ao longo do "corredor" formado pelo rio Rhône e nas regiões montanhosas, Alpes, Pirineus e Massivo Central. O clima intermediário tem invernos frios e verões quentes ao norte, na região parisiense e na região central. Já o clima mediterrâneo apresenta invernos amenos e verões agradavelmente quentes no sul da França.

Fuso Horário: a hora legal na França corresponde a GMT (Greenwich Meridian Time) + 1. Entre o último domingo do mês de março e o último domingo do mês de outubro, ela passa a ser GMT + 2 devido ao horário de verão.

Comunicações: é fácil ligar da França para o Brasil a cobrar. Disque o número da Embratel (0800 990 055) e peça a chamada em português. Para telefonar da França para o exterior digite 00 + o código do país + o código da cidade + o número do telefone. Para telefonar de um país estrangeiro para a França, digite ++ 33 e em seguida os 9 números do telefone desejado (sem o 0 que aparece antes de todos os números de telefone da França). Exemplo : ++ 33 1 42 96 70 00.

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